Gerenciamento de crise: a importância de um profissional

“Uma das mais interessantes e difíceis ações durante uma crise, a propósito, é convencer o comando a não fazer nada”. Começo com a frase de Mario Rosa, consultor de gestão de crises, para refletir sobre a importância de um profissional capacitado para gerir crises de imagem. 

Na era das redes sociais, todas as crises ganham proporções muito maiores, mas apesar do barulho ensurdecedor, há casos que não saem de uma bolha. Quando é hora de reagir? Quando é hora de deixar um assunto morrer? Essa é a pergunta de ouro que um profissional vai te ajudar a responder. 

Nas redes sociais, tudo parece amplificado. Uma crise logo vira uma chuva de menções, críticas, comentários ácidos. O primeiro impulso é reagir, explicar, acusar, tentar uma forma de contornar. Afinal, ninguém gosta de “apanhar calado”. 

Mas ao mesmo tempo em que amplificam tudo, as redes sociais também funcionam na lógica das bolhas. Nem todo mundo tem acesso a todos os comentários, memes e etc.

Por isso, é importante analisar algumas coisas antes e decidir como responder a uma crise: 

  • Qual a relevância da crise?
  • Qual é o alcance da crise no meu público-alvo?
  • Qual é a credibilidade de quem está gerando a crise?
  • Qual é a sua participação efetivamente no que gerou a crise?

Depois de analisadas todas essas – e outras – questões é que você deve decidir como reagir. Ainda citando Matio Rosa: falar amplifica crises. Portanto, em muitos casos, o silêncio pode ser a melhor opção. 

Independente da resposta à crise, é importante ter um “gabinete de crise” para ser acionado nesses casos. E essa equipe precisa ter um plano de contenção e gerenciamento de crise pré-montado, para colocar uma resposta em prática o quanto antes. O tempo é fundamental. Mas isso não pode dizer que as coisas precisam ser feitas de forma açodada. Entendeu a complexidade?

Mas há uma estratégia muito mais efetiva em relação a crises de imagem. É a prevenção! 

Em qualquer equipe, é importante ter o que chamamos de VDM: departamento “vai dar merd#”. Ele é formado por aqueles profissionais “chatos”, que “encontram problema em tudo”. São os profissionais com uma análise crítica das ações tomadas pela empresa, organização ou político.

São esses profissionais que podem te ajudar a evitar crises de imagem ANTES que elas tenham motivo para acontecer. Eles podem ajudar a identificar e solucionar problemas antes que eles virem algo maior. 

Seja no VDM, seja na gestão de uma crise instalada, é essencial contar com uma equipe capacitada e especializada em gerenciamento de crises. 

O que podemos aprender com os candidatos mais votados em 2022

O que os 10 deputados federais mais votados, proporcionalmente, no país têm a ensinar sobre comunicação e marketing político? A análise dos gastos de campanha e o comportamento digital de cada um deles pode dar uma pista do que funciona para atrair eleitores. 

O nível de engajamento em campanhas proporcionais, como vereadores e deputados, é menor em relação às disputas para cargos no Executivo, como o caso de prefeitos, governadores e presidente da República. 

Em 2022, 95,5% dos votos para presidente foram válidos. Esse número é de 85,5% no caso dos deputados federais, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

Os 10 candidatos mais votados no Brasil foram, em ordem:

  • Amom Mandel (Cidadania – AM): 14,49% dos votos válidos
  • Nikolas Ferreira (PL-MG) – 13,32% dos votos válidos
  • Bia Kicis (PL-SP) – 13,32% dos votos válidos
  • Arthur Lira (PP-AL) – 13,26% dos votos válidos
  • Yandra de André (União-SE) – 11,01% dos votos válidos
  • Fred Linhares (Republicanos-DF) – 10,26% dos votos válidos
  • Dr Fernando Máximo (União-RO) – 9,85% dos votos válidos
  • Erika Kokay (PT-DF) – 9,06% dos votos válidos
  • Natália Bonavides (PT-RN) – 8,42% dos votos válidos
  • Toinho de Andrade (Republicanos-TO) – 7,68% dos votos válidos

Analisando a lista dos candidatos, fica claro que todos têm posicionamentos ideológicos muito bem definidos. A maioria defende pautas conservadoras e foram apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL), que buscava a reeleição. Outros são abertamente progressistas e defensores de causas e bandeiras. 

Isso deixa claro a importância de ter um nicho eleitoral, temas e bandeiras defendidos por você para engajar apoiadores, mobilizadores, voluntários e eleitores. 

Além disso, é essencial saber fazer a leitura do momento político e ter a inteligência de saber usá-lo a seu favor. Todos os candidatos eleitos com as maiores votações souberam fazer isso em 2022, uma eleição extremamente polarizada na esfera federal. 

Outra análise importante é a presença digital dos candidatos e os investimentos em Google Ads e Meta Ads, que foram muito expressivos na maioria das campanhas analisadas. Tempo de TV e presença nas mídias tradicionais – jornal, TV e rádio – se mostraram importantes aliados, mas não são mais definidores de vencedores e derrotados. 

As redes sociais têm ocupado um espaço cada vez maior e mais importante nas campanhas. O político que for esperto, vai começar a priorizar essas mídias e a conexão com eleitores também em períodos pós e pré-eleitorais. 

Uma coisa ficou clara em 2022: o eleitor vota em pessoas para o Poder Executivo, mas na hora de escolher deputados, preferem a defesa de causas e bandeiras. 

E no caso dos vereadores? 2024 será ano eleitoral e todas as cidades do país vão eleger seus representantes para as Câmaras de Vereadores. A necessidade de proximidade com o eleitor fica ainda mais evidente neste tipo de eleição, uma vez que os eleitores – em especial se forem de cidades pequenas – votam em quem conhecem. 

Por isso, é importante que os candidatos a vereadores comecem o quanto antes o trabalho para serem conhecidos pelo público. Em seguida, é preciso criar autoridade perante esse público, para que eles lhes confiem o voto. Mas só isso não é suficiente. É preciso também lidar com a emoção dos eleitores. Todo esse trabalho exige uma estratégia de longo prazo que começa agora. 

3 tendências para o marketing político em 2023

O ano está só começando, mas já é hora de pensar na campanha de 2024. Ter uma boa estratégia de comunicação desde já vai ajudar a fazer uma campanha mais barata e a conquistar mais eleitores lá na frente. 

Que 45 dias de campanha é muito pouco para ser conhecido pelo eleitor, não há dúvidas. Principalmente se se tratar de um candidato novato na política. Por isso, é importante ter um posicionamento muito bem definido o quanto antes e uma boa estratégia para chegar no eleitor. 

Quem não é visto, não é lembrado. Por isso, quanto antes você começar a ser visto, mais será lembrado em outubro de 2024. Investir em comunicação política nunca é dinheiro jogado fora. 

A seguir, você confere três tendências para a comunicação e o marketing político para colocar em prática em 2023: 

Esteja no TikTok

O TikTok foi a rede social com maior número de downloads em 2022. São mais de 74 milhões de usuários ativos apenas no Brasil, sendo a rede social mais usada por usuários entre 9 e 17 anos. O público jovem, com menos de 30 anos, representa 66% dos usuários da rede social. 

Por isso, estar no TikTok pode ser uma excelente estratégia se o seu objetivo é se conectar com os eleitores mais jovens. Mas não basta estar na rede social. É preciso saber qual é o comportamento dos usuários e o que eles querem ver. 

A grande maioria dos usuários, 65%, gostam de conteúdos de humor. Já 46% gostam de conteúdos relacionados à música e 42%, viagens. Os usuários afirmam não se importar com anúncios na plataforma, desde que sejam divertidos. 

Seja para fazer anúncios ou para crescer organicamente, é essencial que os políticos entrem na rede social o quanto antes. 

Invista em SEO

Não basta estar no mundo digital se ninguém conseguir te encontrar. Por isso, é imprescindível que todo político – com ou sem mandato – tenha um site. O website tem várias vantagens e pode ser um aliado em diversas estratégias de comunicação política. 

Primeiro, é possível esclarecer o eleitor sobre sua biografia, realizações, bandeiras e propostas para seu município, estado ou até mesmo para o Brasil. Essa é a primeira vantagem de ter um site. Além disso, você pode postar notícias sobre seu trabalho para atualizar as pessoas que te acompanham. 

Outra vantagem são as ferramentas de SEO. O uso adequado das técnicas pode ajudar a rankear seu nome no Google de forma orgânica. Quanto mais notícias você publica, utilizando técnicas para otimizar o SEO, maior a chance de você ser encontrado quando digitarem seu nome no Google. 

Por fim, o site pode te ajudar a coletar informações sobre potenciais eleitores, voluntários de campanha e mobilizadores para 2024. Nas redes sociais, você depende do algoritmo, das regras de distribuição para chegar ao público. Se você tiver um formulário de cadastro no seu site, pode manter uma comunicação mais direta com quem acompanha seu trabalho. Esses dados em período de campanha é ouro puro! 

Constância digital

Seja no TikTok, através de um site ou nas redes já conhecidas, como Instagram e Facebook, constância é fundamental. É importante alimentar seu público com informações novas o tempo todo. 

Um calendário editorial pode ajudar a criar conteúdo para diferentes plataformas de forma constante e estratégica. 

Além das atividades orgânicas, você pode – e deve – investir em impulsionamento para fazer suas redes sociais crescerem e ganharem relevância. Atraia desde já o público que quer impactar nas eleições de 2024 ou de 2026. Vai ser mais barato e mais proveitoso. 

Conclusão

É importante destacar que toda estratégia de marketing e comunicação política precisa ser elaborada meticulosamente para atender aos objetivos de cada projeto político. 

Criar uma rede com pessoas que defendam as mesmas causas e bandeiras que você é essencial não apenas para se eleger, mas também para garantir uma sustentação política. 

Quanto antes esse planejamento for posto em prática, maior as chances de sucesso. A comunicação é um projeto de longo prazo que precisa ser constante e prioridade para qualquer projeto político. 

A foto oficial e o anúncio do primeiro escalão do Governo Lula 3

O que a comunicação e o marketing político têm a ver com a foto oficial e o anúncio do primeiro escalão do terceiro mandato de Lula como presidente? Tudo! 

O palco em que o anúncio foi oficializado nesta quinta-feira (29) foi cuidadosamente montado com as mulheres indicadas à frente, ao lado do presidente eleito. Os homens, principalmente os homens brancos, foram posicionados nas extremidades. 

Chamou ainda mais atenção a escolha das mulheres próximas a Lula. De um lado, Marina Silva, futura ministra do Meio Ambiente e uma autoridade inquestionável no assunto. Do outro lado, a indígena Sônia Guajajara, futura ministra dos Povos Originários, também muito reconhecida por seu trabalho em defesa dos povos indígenas no Brasil. 

Essa composição mostra que Lula está preocupado em refazer a imagem do Brasil na área do meio ambiente, em especial no exterior, onde o governo Bolsonaro mais danificou essa imagem nos últimos anos. 

O meio ambiente é a pauta do futuro. Já tem sido assim em diversos países desenvolvidos e a onda não vai demorar a chegar com ainda mais força no Brasil. Lula, político experiente, sabe muito bem disso. 

A composição da foto oficial também tinha outro objetivo: desfazer a má impressão causada pelo primeiro anúncio de ministros do primeiro escalão, sem nenhuma mulher ou preto. Por isso, o presidente fez questão de se cercar de mulheres e pretos para a foto oficial. 

Marina cumpriu um papel quádruplo: mulher, negra, evangélica e ambientalista. Não à toa, foi escolhida para estar ao lado direito de Lula. 

Ainda para desfazer a primeira má impressão dos ministérios, Lula fez questão de frisar que este é o ministério com maior número de mulheres da história: 11. Ainda longe do ideal, já que elas representam apenas um terço dos ministros do primeiro escalão do futuro governo e são mais da metade da população brasileira. Mesmo assim, um avanço. O último governo com mais mulheres nestes cargos havia sido o de Dilma Rousseff, com oito. 

A proporção de pretos também é muito abaixo do que a proporção negra brasileira. Eles são apenas cinco na Esplanada dos Ministérios de Lula. 

Para desfazer o mal estar causado pelo primeiro anúncio, Lula usou o poder das imagens. Mas, na minha opinião, a forma poderia ter sido melhor. O presidente chamou um bloco de homens brancos antes de anunciar o bloco das mulheres que vão compor os ministérios. Deu a impressão de que o primeiro escalão só tem homens. 

Se eu fosse da equipe do presidente, teria sugerido uma apresentação mais intercalada entre homens e mulheres. Como o próprio Lula disse em sua apresentação, em tom de brincadeira: “não chega nunca a vez das mulheres”. O presidente bem sabe que essa afirmação está longe de ser uma anedota no país. 

(Foto: Reprodução)

A campanha para 2024 começa hoje!

A eleição presidencial foi decidida neste domingo (31) e, agora, já está na hora de pensar nas eleições de 2024. Mas já? Sim! Cada minuto é precioso e não dá para perder tempo se você quiser viabilizar sua candidatura para a Prefeitura ou para a Câmara de Vereadores da sua cidade.

Não adianta pensar em campanha apenas em 2024. As eleições deste ano mostraram a importância da presença digital como estratégia política e isso só se constrói com frequência e consistência. Seu eleitor precisa se conectar com você desde já, não só em ano de eleição.

Por isso, é importante começar desde já a produzir um conteúdo de valor para reforçar a sua imagem, suas causas e as bandeiras que você defende. Mas atenção! Não é o momento de pedir voto ainda! É o momento de mostrar sua capacidade de liderança!

Crie metas para avaliar o desempenho da sua estratégia digital e ouça o que seu público tem a dizer para se conectar com as necessidades dele. Isso vai ajudar você na produção de conteúdo para suas redes sociais.

Uma dica para quem está buscando trilhar um caminho de sucesso rumo às eleições de 2024: crie um grupo no WhatsApp para manter contato próximo com quem te segue e se identifica com suas causas e bandeiras. O algoritmo de entrega de conteúdo das redes sociais pode mudar a qualquer momento. Já o número de telefone direto das pessoas, provavelmente não mude tão cedo.

Agora é o momento de começar a criar conteúdo de valor para se tornar referência nas suas causas e bandeiras entre seu público-alvo. Se posicione sem medo e seja visto em eventos, encontros, conversas, etc.

Precisa de uma ajuda? É só mandar um oi para a gente que teremos todo o prazer em ajudar você a construir uma estratégia vencedora para 2024!

A estratégia vencedora das eleições presidenciais de 2022

A eleição deste ano consolidou a importância da presença digital dos candidatos. Embora a TV e o rádio ainda ocupem um papel importante nas campanhas, as redes sociais vieram pra ficar e a força delas só vai aumentar nas próximas disputas.

A vitória de Lula mostra que o PT finalmente entendeu a importância das redes na construção de um eleitorado pra fora da bolha. A campanha do PT usou uma estratégia interessante nessas eleições

De um lado, Lula e seus auxiliares mais próximos se concentraram em um discurso moderado, focando na reconciliação do país, fazendo alianças importantes (a tal frente ampla), defendendo a democracia e falando com o eleitor petista e com o eleitor moderado, preocupado mais em derrotar Bolsonaro do que em eleger o PT.

De outro lado, a estratégia digital foi comandada pelo deputado federal André Janones, um fenômeno das redes sociais. Janones soube usar a estratégia que elegeu Bolsonaro em 2018 a favor da esquerda. O presidente, por incrível que pareça, ficou perdido com os adversários usando as mesmas armas que ele.

Janones conseguiu com sua estratégia deixar a campanha de Bolsonaro sempre na defensiva. Sempre respondendo a ataques. Sempre precisando se explicar. Com pouco tempo para pensar em estratégias de campanha, já que estavam o tempo todo apagando incêndios.

Ao contrário de 2018, a campanha de Bolsonaro não conseguiu pautar as discussões. Apenas reagiu às pautas colocadas em discussão pelo PT e por Janones. E na política, quem não pauta a discussão está sempre refém de ataques.

O que vocês acharam da estratégia do PT nestas eleições? Nós próximos dias, vou fazer uma análise mais aprofundada sobre a comunicação das duas campanhas!

Foto: Ricardo Stuckert

Roberto Jefferson, Bolsonaro e a gestão de crise

O caso recente em que o ex-deputado federal e aliado do presidente Jair Bolsonaro (PL), Roberto Jefferson (PTB), reagiu a uma ordem de prisão com tiros de fuzil e granadas contra agentes da Polícia Federal (PF) é uma oportunidade para refletir sobre a importância do gerenciamento de crise. Ninguém está imune às crises de imagem, mas nem todo imprevisto precisa se tornar um tsunami negativo, ainda mais no ambiente político.

Mas para atravessar mares revoltos é essencial ter bons profissionais trabalhando na gestão – e também na prevenção – de crises. Analisando a reação da campanha do presidente, que busca a reeleição e está correndo atrás da vantagem do adversário na corrida eleitoral, é possível perceber a falta de estratégia para lidar com o episódio deste fim de semana. Isso nos traz algumas lições sobre gerenciamento de crise:

1 – Ficar em cima do muro não é o mais indicado em situações difíceis

O primeiro pronunciamento de Bolsonaro sobre o caso não atendeu a ninguém. O presidente repudiou as falas de Jefferson sobre a ministra Carmen Lúcia, mas ao mesmo tempo critica o inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF). Assim, o presidente não contempla nem o eleitor que gostaria que ele repudiasse completamente a ação do aliado, nem ao bolsonarista fanático que incentiva tais ações. Também não ganha o voto dos indecisos. Em casos assim, é importante marcar posição.

2 – Não traga o problema pra casa

Embora seja aliado de Bolsonaro, Jefferson é responsável por seus atos. Seria relativamente fácil para o presidente descolar sua imagem do ex-deputado, mas ao invés disso ele trouxe o problema para dentro do Palácio do Planalto.

Em seu primeiro pronunciamento, o presidente afirma que determinou ao ministro da Justiça que fosse ao Rio de Janeiro para acompanhar o andamento do episódio.

Se você traz um problema que não é necessariamente seu para dentro de casa, é mais difícil se desvencilhar dele.

3 – Mudança de rumo

Ao perceber que não agradou ninguém, e ainda por cima deixou a Polícia Federal (em tese, aliada) furiosa, o presidente resolveu corrigir a rota. Em um segundo posicionamento, Bolsonaro chama Jefferson de bandido por atirar nos policiais. Mas a solidariedade com os agentes feridos só veio depois de um pronunciamento do ex-presidente Lula, seu adversário.

Por isso, é tão importante ter uma equipe de gerenciamento de crises capaz de avaliar rapidamente os cenários e de criar uma estratégia eficaz para responder às demandas.

4 – Saia da defensiva

A campanha do presidente não tem sido eficaz no controle da discussão e da agenda pública. O presidente, mesmo com a máquina estatal na mão, não tem conseguido pautar o debate eleitoral.

A campanha tem estado em um estado recorrente de defensiva. O presidente precisou se defender de acusações de pedofilia, precisou se defender da polêmica da redução do salário mínimo, e agora precisa se defender do estrago causado pelo aliado.

É como num jogo de futebol: quem não faz gol, leva. Em casos de crise é preciso agir rápido e com eficiência para mudar o assunto.

5 – Não ache que as pessoas são burras

Essa é a lição número 1 do gerenciamento de crise: não tente fazer as pessoas de bobas. Bolsonaro tentou usar uma estratégia “nunca nem vi” no caso de Jefferson. O presidente chegou a dizer que “não tem uma foto” sequer com o ex-deputado. Resultado? Foi rapidamente desmentido por todos os jornais, que fizeram um álbum de fotos retratando a amizade dos dois. Com isso, a crise piorou.

Além disso, Bolsonaro tentou colar a imagem do adversário Lula ao ex-deputado, por causa do conhecido esquema do mensalão de 2005. Mas trazer um escândalo à tona que envolve um aliado seu que está nos holofotes pode ter o efeito reverso, já que as pessoas podem começar a questionar porque você se aliou a uma pessoa que sabia que tinha um passado tão complicado.

A crise instaurada por Jefferson vai ser capaz de mudar os rumos da eleição? Bom, isso depende de como Lula vai usar o episódio a seu favor nos próximos dias de campanha. Mas isso é assunto para outro post!

Quais as estratégias de marketing digital dos candidatos a presidente

Com a internet cada vez mais se tornando fonte de informação, o marketing digital passou a ser um ponto fundamental na estratégia de qualquer político – seja durante a campanha ou não. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os candidatos gastaram mais de R$ 147 milhões em impulsionamento de anúncios na internet – apenas no primeiro turno – em 2022.

Desde 2018, a internet ocupa um papel de destaque nas campanhas eleitorais. Neste ano, a candidata Simone Tebet (MDB), antes praticamente desconhecida do eleitor médio, obteve quase 5 milhões de votos. Não por coincidência, ela investiu R$ 2,7 milhões em sua campanha digital.

Investimentos no Google

O Google é o queridinho dos marketeiros de campanhas. O custo menor para entrega do conteúdo é um dos motivos para os candidatos preferirem anunciar na plataforma, já que o retorno é maior.

Os dois candidatos a presidência que chegaram ao segundo turno, Jair Bolsonaro (PL) e Lula (PT), gastaram juntos, apenas no Google, quase R$ 26 milhões.

Lula gastou R$ 10,4 milhões apenas no primeiro turno das eleições, enquanto Bolsonaro investiu R$ 4,5 milhões no mesmo período na plataforma. Na segmentação do público, os candidatos priorizam recursos para os maiores colégios eleitorais do país: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e Paraná.

No segundo turno, Bolsonaro acelerou os gastos com publicidade no Google. O presidente, que busca reeleição, já gastou até a última sexta-feira (21), R$ 4,6 milhões – mais que o total investido para todo o primeiro turno.

Enquanto isso, Lula gastou até agora R$ 5,7 milhões em anúncios no Google neste segundo turno – pouco mais da metade do valor investido pela campanha no primeiro turno.

Analisando os gastos diários das campanhas, é possível perceber que os dias mais próximos das eleições são os dias com maior investimento em publicidade no Google. Ou seja, os candidatos tentam convencer o eleitor que deixou para definir seu voto de última hora – ou roubar votos do adversário.

Impulsionamento no Facebook e Instagram

No Meta, que reúne os anúncios divulgados no Facebook e no Instagram, a campanha petista gastou até agora R$ 745,6 mil. Já o presidente Bolsonaro investiu R$ 1,5 milhão na plataforma – um terço disso só na última semana, entre os dias 15 e 21 de outubro.

Em relação à segmentação do público, Bolsonaro incluiu entre os que devem receber os posts patrocinados categorias como: pais, agronomia, campo, pecuária, agricultura, agronegócio e fazenda. A campanha do presidente também direcionou 12,5% do valor gasto no Meta com anúncios direcionados para mulheres.

As mulheres também estão na mira da campanha petista. Até agora, 23% do valor gasto foi com anúncios direcionados para elas. A campanha de Lupa também apostou em uma segmentação maior, abrangendo vários tipos de categorias: família, criação de filhos, política, amizade, amor, voluntariado, caridade e causas, felicidade, maternidade, mulher, qualidade de vida, direitos humanos, e até páginas relacionadas a torcedores do Corinthians.

Quem venceu o debate presidencial na Band?

Comunicação e política andam sempre de mãos dadas! 🗣

A forma como você se comunica, o tom de voz, a roupa que você usa e sua postura corporal fazem toda a diferença na forma como o seu público vai receber as informações que você quer transmitir.

Na política isso é ainda mais importante! E em um segundo turno tão acirrado, não dá para bobear.

Por isso, é tão importante ter uma equipe de comunicação competente para te ajudar a chegar mais longe!

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