Branding no futebol: o poder do storytelling para cultivar apaixonados

Tão certo quanto o fim do dia é a certeza de que você conhece alguém apaixonado por futebol. Segundo a pesquisa do Kantar Ibope Media, de 2022, 68% dos brasileiros afirmam que acompanharam futebol entre 2013 e 2021. A popularidade do esporte atrai aficionados ao redor do mundo e torna-os apaixonados por um clube. Mas como?

Ao ter o contato com o time do coração pela primeira vez, seja por ser o time da sua família ou por acaso, os clubes geram encantamento e identificação e, a partir disso, fidelizam seus clientes, fazendo com que passem a frequentar estádios, assistir aos jogos e comprar produtos, por exemplo. Como qualquer negócio de sucesso, a estratégia posta em prática é contar uma história para que seu interlocutor se identifique com os valores, a história e quem faz parte desse elenco.

Essa história, na comunicação, é chamada de storytelling. O storytelling é contar uma história que capte a atenção das pessoas e transmita valor e significado. Para construir uma história dessas não há limitações de formato, canais, linguagem ou estrutura, contanto que a mensagem esteja clara e permita que sua audiência compreenda o mundo que está diante de seus olhos.

Não é à toa que Corinthians, Flamengo e Internacional, cada um em um estado diferente, compartilham do mesmo nome diante das suas torcidas: o Clube do Povo. À procura do resgate dos movimentos sociais e da conexão com a realidade local – especialmente as periferias – , as marcas promovem campanhas, eventos e ações que reforçam essa identidade e mantêm seu torcedor fiel àquilo que primeiro lhe chamou atenção na narrativa.

Para fazer jus a esse nome, o time paulista desenvolveu uma ação social, o Projeto do Time do Povo, que leva crianças em situação de vulnerabilidade social para assistir aos jogos nos camarotes da Neo Química Arena. Com objetivos semelhantes, o Flamengo apoia o Projeto Jogaremos Juntos, Nação Solidária e Futuro da Nação, e, o Internacional, o Projeto Criança Colorada e Rede Solidária. Essas ações, associadas a divulgação dos clubes, mantém viva a história da mente do torcedor.

Como fazer um storytelling?

Mosaio feito pela torcida do Barcelona. Foto: Divulgação/FC Barcelona

No dia 22 de abril, dia de São Jorge – domingo de Sant Jordi -, o Barcelona aproveitou o jogo contra o Atlético de Madrid para exibir um mosaico formado nas arquibancadas com a frase “Compartteix el català” (compartilhe o catalão, em português). A ação do clube, em parceria com a empresa Òmnium Cultural, aproveitou o feriado na Catalunha para ressaltar e valorizar a cultura local. Contudo, ao fazer isso, o clube também estava relembrando sua própria história com o idioma e com o distrito.

O autor Franklin Foer, no livro “Como o futebol explica o mundo”, retrata a fundação do clube catalão como a consolidação do desejo de uma Catalunha independente da monarquia espanhola. Ao promover uma ação como essa, o time reafirma sua posição histórica e se valoriza, através de um storytelling, por:

  1. Possuir um objetivo claro: todo storytelling deve ter uma finalidade, seja ela compartilhar uma história, gerar engajamento ou promover um produto ou serviço;
  2. Conversar diretamente com seu público-alvo: assim como o Barcelona conversou diretamente com seus torcedores locais, sua história precisa conversar, ou seja, ser direcionada para alguém;
  3. Desenvolver uma narrativa envolvente: ao resgatar às suas origens, o clube se aproxima do torcedor contando como caminham juntos em prol de uma mesma causa e como estão superando-a juntos.

Dentro e fora de campo, os apaixonados pelo esporte constroem suas versões da história simultaneamente e, mesmo de perspectivas diferentes, se interligam pela bola em jogo, seja ela qual for. No fim das contas, o storytelling é isso. Você precisa encontrar um propósito em comum com quem você deseja conversar e, a partir disso, criar essa história juntos.

O que Larissa Gloor pode ensinar para a sua marca?

Se você abriu o TikTok ou visitou a aba Reels, do Instagram, nas últimas semanas, é provável que você tenha se deparado com o conteúdo de Larissa Gloor. Nascida no Brasil e criada em Portugal, a influenciadora já soma mais de cinco milhões de seguidores no TikTok e acumula milhões de visualizações no aplicativo.

O conteúdo produzido por Larissa reproduz situações e comportamentos do cotidiano. Aliado à simpatia da jovem, os vídeos trazem características que podem ser incorporadas a conteúdos de diferentes formatos para diferentes redes. Para as empresas, o repentino sucesso de Larissa marca as novas tendências da comunicação com o público. 

Para estabelecer uma marca forte dentro das redes sociais, o sucesso de Larissa ensina aos empreendedores três lições essenciais: identificação, linguagem e carisma.

1. Identificação

Larissa interpreta personagens do cotidiano que poderíamos encontrar em qualquer cidade e a qualquer hora, o que faz com que os vídeos recebam inúmeros comentários do público que identifica as mesmas situações no seu cotidiano. Ao interpretar um “vendedor de loja de artigos esportivos” ou “a tia legal que não tem filhos”, a atriz mergulha em recriar detalhadamente o momento. Ao pensar em oferecer um produto ou serviço, a marca deve potencializar a identificação do consumidor com a dor que ela procura solucionar ou com a cultura que ela busca criar. Para isso, deve-se estabelecer uma estratégia para comunicar esses objetivos, o que leva ao segundo ponto: a linguagem.

2. Linguagem

Um dos pontos fortes de Larissa é reproduzir situações variadas modificando suas roupas, cenários e vocabulário, mas sempre usando uma linguagem adequada ao público. No caso de Larissa, sua audiência são os diversos usuários da plataforma, considerando que 66% são pessoas de 16 a 24 anos, de acordo com a pesquisa do TikTok. Para as marcas, é necessário identificar qual é seu público para trabalhar com a melhor estratégia de comunicação para atingi-lo. Saber utilizar da linguagem correta, seja ela mais formal, mais informal, mais técnica ou mais generalista, por exemplo, é fundamental para que os números da audiência se convertam em consumidores.

3. Carisma

Além de produzir conteúdo, Larissa se atenta aos comentários para os próximos vídeos e aos elogios que recebe para continuar. O carisma de Larissa é um dos principais elementos que devem ser levados em conta ao criar uma identidade para sua empresa. Uma marca carismática é uma marca criada para ter uma imagem diferente, relevante e duradoura para a audiência. Para isso, além de aprimorar os dois primeiros pontos, a empresa deve aprimorar sua estratégia nos outros pontos de contato com o cliente, seja oferecendo uma experiência ou ambiente único, transmitindo valores, apoiando causas ou demonstrando seus princípios.

O que é inbound marketing

Inbound marketing é uma estratégia na qual os seus clientes ou seu público-alvo chegam até você atraídos pelo conteúdo que você produz. 

Ele é diferente do outbound marketing, que usa estratégias mais tradicionais, como anúncios e comerciais em mídias tradicionais – que também são estratégias mais caras, diga-se de passagem. 

No inbound marketing, você atrai clientes através de conteúdos que são interessantes e úteis para seu público-alvo. Isso cria um relacionamento e uma relação de confiança com a sua marca. 

Essa estratégia tem quatro etapas principais: 

  • 1 – Atração: é a maneira como você vai atrair o seu público para que ele tenha contato com a sua marca. A produção de conteúdo útil é essencial nesta etapa da sua estratégia. 
  • 2 – Conversão: Esse é o momento em que você transforma os visitantes do seu site ou redes sociais, que foram atraídos pelo conteúdo, em leads que podem se tornar oportunidades reais de negócios. 
  • 3 – Venda: Depois de atrair e transformar os usuários em leads, você pode identificar produtos ou serviços que são do interesse dele para que você realize a venda.
  • 4 – Encantamento: Essa parte da estratégia é fundamental. Depois de realizar a venda, você precisa manter o relacionamento com seu cliente para fidelizá-lo e fazer com que ele indique seus produtos ou serviços para os amigos. 

O inbound marketing tem várias vantagens, como atrair mais clientes com investimentos mais baixos (afinal, nem todo mundo pode pagar por um comercial em horário nobre na TV, certo?), aumentar a sua autoridade sobre determinado assunto, além de ultrapassar barreiras territoriais, uma vez que você pode atrair clientes de diversas partes do país. 

Se convenceu da importância dessa estratégia, mas não sabe por onde começar? Então confere essas dicas: 

1 – Produção de conteúdo: produza conteúdo útil para seu público-alvo e ofereça isso de forma gratuita em seu site ou blog, por exemplo. Aqui vale conteúdos ensinando alguma coisa, tirando dúvidas comuns ou mostrando cases de sucesso, entre outras formas de atrair uma audiência. 

2 – SEO: Invista pesado em estratégias de SEO para que seu conteúdo seja encontrado em mecanismos de busca quando seu público estiver procurando algo relacionado aos temas sobre os quais você fala. É uma forma de seus potenciais clientes chegarem até você de forma orgânica. 

3 – Redes sociais: As redes sociais são excelentes canais para quem não tem um site ou blog para postar conteúdo de valor para seu público-alvo. Use as redes sociais para disseminar informações úteis e criar uma conexão com seu cliente. 

O que Grace e Frankie pode nos ensinar sobre marketing e negócios

Você já assistiu a série Grace e Frankie? Percebeu as lições de marketing que a série tem a ensinar?

A série foi criada pela produtora Marta Kauffman – aquela que também estava na equipe de Friends! A série conta a história de uma amizade improvável de duas mulheres maduras que acabaram de se divorciar. 

Mas a série também tem valiosas lições de marketing e negócios! Você reparou? 

Na série, podemos observar vários momentos do marketing e da comunicação na prática, desde a criação de produtos até a gestão de crises! Quer ver só?

AVISO: CONTÉM SPOILERS!

Na terceira temporada da série, as amigas criam um novo produto para o mercado: um vibrador para mulheres da terceira idade. 

A ideia surge depois de uma tentativa frustrada de Gracie de usar um vibrador. Aqui já vem a primeira lição de marketing: atenda às necessidades do seu público-alvo. Quanto mais nichado ele for, melhor! 

Outra lição importantíssima é a experiência do usuário. As sócias Gracie e Frankie testam o vibrador de diferentes formas, até chegarem em um produto que não exige esforço das articulações, com um manual de instruções com letras grandes e botões com iluminação para facilitar a vida das usuárias. 

Isso sem contar com as lições bem-humoradas de gestão de crise de imagem. Afinal, quem já assistiu algum capítulo da série pode imaginar que Frankie é o terror de qualquer gerenciador de crises, né? 

Além do vibrador, a dupla também lança em outra temporada um acento para privadas para homens e mulheres da terceira idade. O produto também surge a partir de uma necessidade do público-alvo e é desenvolvido pensando na experiência do usuário. 

Vale a pena assistir e aprender sobre o mundo do marketing com essa obra prima! 

Gerenciamento de crise: a importância de um profissional

“Uma das mais interessantes e difíceis ações durante uma crise, a propósito, é convencer o comando a não fazer nada”. Começo com a frase de Mario Rosa, consultor de gestão de crises, para refletir sobre a importância de um profissional capacitado para gerir crises de imagem. 

Na era das redes sociais, todas as crises ganham proporções muito maiores, mas apesar do barulho ensurdecedor, há casos que não saem de uma bolha. Quando é hora de reagir? Quando é hora de deixar um assunto morrer? Essa é a pergunta de ouro que um profissional vai te ajudar a responder. 

Nas redes sociais, tudo parece amplificado. Uma crise logo vira uma chuva de menções, críticas, comentários ácidos. O primeiro impulso é reagir, explicar, acusar, tentar uma forma de contornar. Afinal, ninguém gosta de “apanhar calado”. 

Mas ao mesmo tempo em que amplificam tudo, as redes sociais também funcionam na lógica das bolhas. Nem todo mundo tem acesso a todos os comentários, memes e etc.

Por isso, é importante analisar algumas coisas antes e decidir como responder a uma crise: 

  • Qual a relevância da crise?
  • Qual é o alcance da crise no meu público-alvo?
  • Qual é a credibilidade de quem está gerando a crise?
  • Qual é a sua participação efetivamente no que gerou a crise?

Depois de analisadas todas essas – e outras – questões é que você deve decidir como reagir. Ainda citando Matio Rosa: falar amplifica crises. Portanto, em muitos casos, o silêncio pode ser a melhor opção. 

Independente da resposta à crise, é importante ter um “gabinete de crise” para ser acionado nesses casos. E essa equipe precisa ter um plano de contenção e gerenciamento de crise pré-montado, para colocar uma resposta em prática o quanto antes. O tempo é fundamental. Mas isso não pode dizer que as coisas precisam ser feitas de forma açodada. Entendeu a complexidade?

Mas há uma estratégia muito mais efetiva em relação a crises de imagem. É a prevenção! 

Em qualquer equipe, é importante ter o que chamamos de VDM: departamento “vai dar merd#”. Ele é formado por aqueles profissionais “chatos”, que “encontram problema em tudo”. São os profissionais com uma análise crítica das ações tomadas pela empresa, organização ou político.

São esses profissionais que podem te ajudar a evitar crises de imagem ANTES que elas tenham motivo para acontecer. Eles podem ajudar a identificar e solucionar problemas antes que eles virem algo maior. 

Seja no VDM, seja na gestão de uma crise instalada, é essencial contar com uma equipe capacitada e especializada em gerenciamento de crises. 

O que podemos aprender com os candidatos mais votados em 2022

O que os 10 deputados federais mais votados, proporcionalmente, no país têm a ensinar sobre comunicação e marketing político? A análise dos gastos de campanha e o comportamento digital de cada um deles pode dar uma pista do que funciona para atrair eleitores. 

O nível de engajamento em campanhas proporcionais, como vereadores e deputados, é menor em relação às disputas para cargos no Executivo, como o caso de prefeitos, governadores e presidente da República. 

Em 2022, 95,5% dos votos para presidente foram válidos. Esse número é de 85,5% no caso dos deputados federais, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

Os 10 candidatos mais votados no Brasil foram, em ordem:

  • Amom Mandel (Cidadania – AM): 14,49% dos votos válidos
  • Nikolas Ferreira (PL-MG) – 13,32% dos votos válidos
  • Bia Kicis (PL-SP) – 13,32% dos votos válidos
  • Arthur Lira (PP-AL) – 13,26% dos votos válidos
  • Yandra de André (União-SE) – 11,01% dos votos válidos
  • Fred Linhares (Republicanos-DF) – 10,26% dos votos válidos
  • Dr Fernando Máximo (União-RO) – 9,85% dos votos válidos
  • Erika Kokay (PT-DF) – 9,06% dos votos válidos
  • Natália Bonavides (PT-RN) – 8,42% dos votos válidos
  • Toinho de Andrade (Republicanos-TO) – 7,68% dos votos válidos

Analisando a lista dos candidatos, fica claro que todos têm posicionamentos ideológicos muito bem definidos. A maioria defende pautas conservadoras e foram apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL), que buscava a reeleição. Outros são abertamente progressistas e defensores de causas e bandeiras. 

Isso deixa claro a importância de ter um nicho eleitoral, temas e bandeiras defendidos por você para engajar apoiadores, mobilizadores, voluntários e eleitores. 

Além disso, é essencial saber fazer a leitura do momento político e ter a inteligência de saber usá-lo a seu favor. Todos os candidatos eleitos com as maiores votações souberam fazer isso em 2022, uma eleição extremamente polarizada na esfera federal. 

Outra análise importante é a presença digital dos candidatos e os investimentos em Google Ads e Meta Ads, que foram muito expressivos na maioria das campanhas analisadas. Tempo de TV e presença nas mídias tradicionais – jornal, TV e rádio – se mostraram importantes aliados, mas não são mais definidores de vencedores e derrotados. 

As redes sociais têm ocupado um espaço cada vez maior e mais importante nas campanhas. O político que for esperto, vai começar a priorizar essas mídias e a conexão com eleitores também em períodos pós e pré-eleitorais. 

Uma coisa ficou clara em 2022: o eleitor vota em pessoas para o Poder Executivo, mas na hora de escolher deputados, preferem a defesa de causas e bandeiras. 

E no caso dos vereadores? 2024 será ano eleitoral e todas as cidades do país vão eleger seus representantes para as Câmaras de Vereadores. A necessidade de proximidade com o eleitor fica ainda mais evidente neste tipo de eleição, uma vez que os eleitores – em especial se forem de cidades pequenas – votam em quem conhecem. 

Por isso, é importante que os candidatos a vereadores comecem o quanto antes o trabalho para serem conhecidos pelo público. Em seguida, é preciso criar autoridade perante esse público, para que eles lhes confiem o voto. Mas só isso não é suficiente. É preciso também lidar com a emoção dos eleitores. Todo esse trabalho exige uma estratégia de longo prazo que começa agora. 

3 tendências para o marketing político em 2023

O ano está só começando, mas já é hora de pensar na campanha de 2024. Ter uma boa estratégia de comunicação desde já vai ajudar a fazer uma campanha mais barata e a conquistar mais eleitores lá na frente. 

Que 45 dias de campanha é muito pouco para ser conhecido pelo eleitor, não há dúvidas. Principalmente se se tratar de um candidato novato na política. Por isso, é importante ter um posicionamento muito bem definido o quanto antes e uma boa estratégia para chegar no eleitor. 

Quem não é visto, não é lembrado. Por isso, quanto antes você começar a ser visto, mais será lembrado em outubro de 2024. Investir em comunicação política nunca é dinheiro jogado fora. 

A seguir, você confere três tendências para a comunicação e o marketing político para colocar em prática em 2023: 

Esteja no TikTok

O TikTok foi a rede social com maior número de downloads em 2022. São mais de 74 milhões de usuários ativos apenas no Brasil, sendo a rede social mais usada por usuários entre 9 e 17 anos. O público jovem, com menos de 30 anos, representa 66% dos usuários da rede social. 

Por isso, estar no TikTok pode ser uma excelente estratégia se o seu objetivo é se conectar com os eleitores mais jovens. Mas não basta estar na rede social. É preciso saber qual é o comportamento dos usuários e o que eles querem ver. 

A grande maioria dos usuários, 65%, gostam de conteúdos de humor. Já 46% gostam de conteúdos relacionados à música e 42%, viagens. Os usuários afirmam não se importar com anúncios na plataforma, desde que sejam divertidos. 

Seja para fazer anúncios ou para crescer organicamente, é essencial que os políticos entrem na rede social o quanto antes. 

Invista em SEO

Não basta estar no mundo digital se ninguém conseguir te encontrar. Por isso, é imprescindível que todo político – com ou sem mandato – tenha um site. O website tem várias vantagens e pode ser um aliado em diversas estratégias de comunicação política. 

Primeiro, é possível esclarecer o eleitor sobre sua biografia, realizações, bandeiras e propostas para seu município, estado ou até mesmo para o Brasil. Essa é a primeira vantagem de ter um site. Além disso, você pode postar notícias sobre seu trabalho para atualizar as pessoas que te acompanham. 

Outra vantagem são as ferramentas de SEO. O uso adequado das técnicas pode ajudar a rankear seu nome no Google de forma orgânica. Quanto mais notícias você publica, utilizando técnicas para otimizar o SEO, maior a chance de você ser encontrado quando digitarem seu nome no Google. 

Por fim, o site pode te ajudar a coletar informações sobre potenciais eleitores, voluntários de campanha e mobilizadores para 2024. Nas redes sociais, você depende do algoritmo, das regras de distribuição para chegar ao público. Se você tiver um formulário de cadastro no seu site, pode manter uma comunicação mais direta com quem acompanha seu trabalho. Esses dados em período de campanha é ouro puro! 

Constância digital

Seja no TikTok, através de um site ou nas redes já conhecidas, como Instagram e Facebook, constância é fundamental. É importante alimentar seu público com informações novas o tempo todo. 

Um calendário editorial pode ajudar a criar conteúdo para diferentes plataformas de forma constante e estratégica. 

Além das atividades orgânicas, você pode – e deve – investir em impulsionamento para fazer suas redes sociais crescerem e ganharem relevância. Atraia desde já o público que quer impactar nas eleições de 2024 ou de 2026. Vai ser mais barato e mais proveitoso. 

Conclusão

É importante destacar que toda estratégia de marketing e comunicação política precisa ser elaborada meticulosamente para atender aos objetivos de cada projeto político. 

Criar uma rede com pessoas que defendam as mesmas causas e bandeiras que você é essencial não apenas para se eleger, mas também para garantir uma sustentação política. 

Quanto antes esse planejamento for posto em prática, maior as chances de sucesso. A comunicação é um projeto de longo prazo que precisa ser constante e prioridade para qualquer projeto político. 

A foto oficial e o anúncio do primeiro escalão do Governo Lula 3

O que a comunicação e o marketing político têm a ver com a foto oficial e o anúncio do primeiro escalão do terceiro mandato de Lula como presidente? Tudo! 

O palco em que o anúncio foi oficializado nesta quinta-feira (29) foi cuidadosamente montado com as mulheres indicadas à frente, ao lado do presidente eleito. Os homens, principalmente os homens brancos, foram posicionados nas extremidades. 

Chamou ainda mais atenção a escolha das mulheres próximas a Lula. De um lado, Marina Silva, futura ministra do Meio Ambiente e uma autoridade inquestionável no assunto. Do outro lado, a indígena Sônia Guajajara, futura ministra dos Povos Originários, também muito reconhecida por seu trabalho em defesa dos povos indígenas no Brasil. 

Essa composição mostra que Lula está preocupado em refazer a imagem do Brasil na área do meio ambiente, em especial no exterior, onde o governo Bolsonaro mais danificou essa imagem nos últimos anos. 

O meio ambiente é a pauta do futuro. Já tem sido assim em diversos países desenvolvidos e a onda não vai demorar a chegar com ainda mais força no Brasil. Lula, político experiente, sabe muito bem disso. 

A composição da foto oficial também tinha outro objetivo: desfazer a má impressão causada pelo primeiro anúncio de ministros do primeiro escalão, sem nenhuma mulher ou preto. Por isso, o presidente fez questão de se cercar de mulheres e pretos para a foto oficial. 

Marina cumpriu um papel quádruplo: mulher, negra, evangélica e ambientalista. Não à toa, foi escolhida para estar ao lado direito de Lula. 

Ainda para desfazer a primeira má impressão dos ministérios, Lula fez questão de frisar que este é o ministério com maior número de mulheres da história: 11. Ainda longe do ideal, já que elas representam apenas um terço dos ministros do primeiro escalão do futuro governo e são mais da metade da população brasileira. Mesmo assim, um avanço. O último governo com mais mulheres nestes cargos havia sido o de Dilma Rousseff, com oito. 

A proporção de pretos também é muito abaixo do que a proporção negra brasileira. Eles são apenas cinco na Esplanada dos Ministérios de Lula. 

Para desfazer o mal estar causado pelo primeiro anúncio, Lula usou o poder das imagens. Mas, na minha opinião, a forma poderia ter sido melhor. O presidente chamou um bloco de homens brancos antes de anunciar o bloco das mulheres que vão compor os ministérios. Deu a impressão de que o primeiro escalão só tem homens. 

Se eu fosse da equipe do presidente, teria sugerido uma apresentação mais intercalada entre homens e mulheres. Como o próprio Lula disse em sua apresentação, em tom de brincadeira: “não chega nunca a vez das mulheres”. O presidente bem sabe que essa afirmação está longe de ser uma anedota no país. 

(Foto: Reprodução)

Como o TikTok pode alavancar sua marca

Consagrado em 2020 como uma das redes sociais queridinhas dos usuários brasileiros, o TikTok é uma plataforma destinada ao compartilhamento de vídeos curtos, que oferece recursos de edição como filtros, áudios, legendas, gifs, músicas, etc.

A rede cresceu principalmente devido a necessidade de isolamento que a pandemia de Covid-19 exigiu que o mundo fizesse e graças ao seu apelo pela viralização do conteúdo, ao permitir a realização de desafios, sátiras e coreografias por parte dos usuários – as famosas trends.

O Tik Tok já tem mais de 1 bilhão de usuários ativos por mês no mundo. No Brasil, segundo o DataReportal, a plataforma contou com 74,1 milhões de usuários ativos em janeiro de 2022. Os brasileiros passam cerca de 5,4 horas por dia no TikTok, consumindo conteúdos em vídeo de contas variadas. 

O sucesso é tanto que, em 2023, o TikTok vai ser um dos patrocinadores do Big Brother Brasil. A marca adquiriu a cota Camarote, cujo valor é de R$ 80 milhões. 

Está muito claro que há muito espaço para divulgar sua marca e seus produtos e serviços nesta rede social! Confira algumas dicas da Agência Regra para te ajudar a aumentar seu engajamento!

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